My body is a cage - Peter Gabriel

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Saturday, December 11, 2010

The Coffee - Story


[Parte 2]

Ele acordou, e olhou para o seu despertador. Marcava 10h46. Tinha vontade de fazer algo, mas não sabia bem o que. Levantou-se e dirigiu-se para a cozinha. Parou diante da porta e coçou a cabeça... E agora? Dentro da chaleira pôs água e acendeu o fogão na chama mínima. Enquanto a água aquecia olhou pela janela, a chuva caía, e as pessoas passavam para ir trabalhar ou até mesmo apenas para passear. Lembrou-se dela e do seu sorriso brilhante.
Começou-se a ouvir um "Blop..." "Blop..." vinda da chaleira, tirou-a e pôs um pouco d'água dentro de uma chávena já velhinha e rachada, era bastante feia, mas sinceramente não importava.
Estava a chover, e não sabia o que haveria de fazer naquele dia. O Jornal hoje estava fechado, por isso não tinha que ir trabalhar.
Bebeu o seu chá a ferver. Levantou-se e foi-se vestir, lembrou-se d'uma coisa que não fazia à imenso tempo. Fotografia, pegou na sua Reflex. Abriu a porta, continuava a chover.
Pelas ruas passavam as mesmas pessoas, as acções eram as mesmas. A D. Deolinda estava a dar milho aos pombos como habitualmente, e o Sr. José a ler O Sol, irónico, não? Viu que apesar de fazerem aquilo de uma rotina, que não se importavam e que se confortavam com isso, pegou na sua máquina, e ouviu-se um clique..
Apesar da chuva estava um dia lindo, estava um dia calmo, e até alegre.Por que não aproveitar? Ajeitou o cachecol, pôs as mãos nos bolsos, e seguiu em frente. Mais à frente, alguém saía de um prédio, uma silhueta bastante perfeita, continuou a andar, e o seu coração fez uma pausa, para de repente, com uma força inédita, bater sem parar. Era Ela, e como estava bonita, com um sobretudo preto, e umas galochas vermelhas. O seu cabelo esvoaçava conforme o vento, e fazia os movimentos mais belos. Ela viu-o e acenou, foi até à beira da estrada, olhou para ambos os lados, e atravessou a estrada, vindo ao encontro dele, as suas faces começavam a ficar num tom avermelhado, sem Ele querer. Sorriu e pronunciou-se:
- O senhor de novo.
- Cá estou eu.
- Está vermelho.. Está com calor?
- Err.. Não.. - e então apercebeu-se que estava corado, e não com calor,
- Vai fazer alguma coisa?
- Estava a pensar dar uso à minha máquina, mas não sei bem como..
- Hmm, que tal fotografar-me a mim enquanto andamos para tomarmos um café?
- Parece-me.. bem...
Enquanto Ela andava os seus pés dançavam, davam os mais delicados passos e os mais suaves movimentos. Ligou a máquina, e ouviu-se um clique, e muitos mais seguidos desses. Ai, como Ela era perfeita, com o seu rosto moreno, e os seus olhos cor de café, os seus cabelos negros, como a terra molhada. Ele andava aos círculos, andando em volta dela, tirando fotografias de todos os pontos de vista, e ela ria-se, dando gargalhadas profundas e alegres. Ela parou de repente, e Ele parou também...
- CUIDADO! - Gritou Ela.
Ele virou a cara, não podia ser, não podia acontecer, não a Ele, não agora.. O momento parou, o camião parou, e embateu nele com tanta força, que sentiu o seu intestino dar voltas, voou, indo contra a montra de uma loja... Não podia ser...Não podia acontecer...Não a Ele... Não agora...

1 comment:

Catee & Carlee said...

Amei.

História contada com todos os promenores.
Sentido